As Historias de Daniel B. vol.3 "Hospital da Humanidade"

Este é o Terceiro volume da serie Daniel B.
O Hospital da Humanidade.
Acompanhe conosco.




Prefacio;

“Os primeiros passos já foram dados”.
As primeiras conquistas foram o estabelecimento das equipes.
“Os Bombeiros de Elite” já são uma realidade aceita pela sociedade e agora em plena atividade.
E agora? O que reserva o futuro para nossos amigos?
Em “Hospital da Humanidade”, um novo desafio para nossa equipe.
Estabelecer um hospital que atenda a todos os necessitados e de forma gratuita, acompanhe esta aventura. 


 
CAPITULO I
                                                                               
¾    Dionizio! É bom ter você por aqui. Eu já estava me sentindo solitário, amigo.
¾    Não sei o que é solidão. Mas também estou satisfeito por estar aqui contigo. Novidades?
¾    Muitas. Imagine Dionizio, é aqui que está guardado o regenerador.
¾    Tem certeza? Se fosse aqui o Gigante saberia.
¾    O Psicodesibinidor e o Regenerador estão guardados no espaço. Mas já foi determinado sua volta. Esta Base Espacial, na verdade um cofre forte espacial, pertence ao Coordenador do Tibete.
¾    Ele é muito independente. Mas foi sábio em esconder estes tesouros.
¾    Sim, foi. Mas o Coordenador daqui me revelou muito mais coisas do que você imagina, depois eu conto. Ele me mostrou toda a Base. Ele tem um corpo móvel, como o seu.
¾    O Coordenador? Nem posso imaginar isto. Nenhum deles ate agora tinha tido esta iniciativa.
¾    Então. Esta Base é gigantesca. Tem muitas coisas aqui. E fabricas então...
¾    Ótimo. Assim facilita tua vida. E a construção da Base Sandra?
¾    Vou dar um pulo até lá ainda hoje. Mas volto para aqui em seguida.
¾    Tem mais coisas que exigem tua atenção. Não se esqueça.
¾    Não esqueci. Mas tenho de continuar aprendendo. E aqui tem o Desinibidor Mental. Com ele meu celebro vai poder ser melhorado e ativado.
¾    Ótimo.
¾    Vamos passear pela Base. 
¾    Sim. Daniel.
¾    Novidades Dionizio?
¾    A governadora e seu pai tiveram uma reunião. Ela gostaria de te conhecer.
¾    Não é hora. Deixe meu pai com isto. Ela pediu algo?
¾    Não diretamente, deixou a deixa. Seu pai e sua mãe virão aqui hoje. Eles estão vindo da capital.
¾    Mas vamos passear pela base, amigo. Tem muito o que te mostrar.
¾    Vamos.
¾    Tem um espaço para descanso. Tem biblioteca. Sala de vídeos. Zoológico, esta vazio, mas tem. Tem um observatório astronômico gigantesco. Aqui tem de tudo.
¾    Ótimo. E qual o destino que daremos a esta Base?
¾    Ainda não sei, temos muito a realizar ainda. Depois nos encaixaremos cada qual no seu lugar. Tem tempo.
¾    É, temos muito a realizar.
¾    O Coordenador quer ajudar no projeto e construção da Base Sandra. Esta Base foi uma das razoes que levaram o Coordenador a me aceitar. Ele acredita que este passo será decisivo para o crescimento e amadurecimento da raça humana.
¾    Será  mesmo um salto evolutivo para vocês. E o hospital? Vai ate lá?
¾    Sim. Realmente tenho bastante coisa para ver. Acho que meu regresso ao Tibete vai demorar um pouco. Mas enquanto espero meus pais. Vamos andar um pouco.
¾    Sim.
¾    Vou convidar o Coordenador também, ele não me deixará esquecer de nenhum detalhe. Você gravará tudo.
Daniel convocou o Coordenador e este os acompanhou pela visita a Base.
Daniel levou Dionizio, seu robô, amigo e companheiro para conhecer a base. Não toda, para isto seria necessário muito tempo.
Mostrava e contava cada detalhe aprendido. Hora ou outra o Coordenador interrompia e corrigia algum detalhe. Foi muito divertido para Daniel.
Mas ao entardecer seus pais chegaram. Daniel precisou dedicar-lhes tempo e atenção. Havia muito que seu pai e mãe precisavam transmitir-lhe.
¾    E assim, Daniel, encontrei os donos da fazenda. Um dos irmãos tinha todo interesse em vendê-la  e pegar sua parte da herança, ele se encarregou de reunir e convencer todos os outros. Não foi nem a metade do preço que eu imaginei. Eles todos na verdade, queriam se livrar da fazenda. Então foi fácil.
¾    E a fazenda? Já a visitou?
¾    Eu peguei um planador e sobrevoei a fazenda. Tem nascente. Um pouco de pasto. Muita área montanhosa. Ela vai ate a beira do mar. Isto nem eu e nem mesmo os antigos donos sabiam. Desde a morte do avo deles. Ninguém da família se interessava pela propriedade. O gado na verdade é dos caseiros. Tem uma grande área desértica que terá de ser restaurada.
¾    Encontrou um bom lugar para a sede do hospital?
¾    Sim. Existe uma planície. Esta toda maltratada, mas ainda tem muita arvore frutífera. Se forem tratadas voltarão a se desenvolver. Ainda existe também mata nativa.
¾    Ótimo. Recolheremos sementes e as distribuiremos pela fazenda. Faremos um bosque.
¾    O Gigante já esta fazendo a terraplanagem. Ele desenhou um hospital bem pratico. E auxiliado pelos médicos e cirurgiões, fizeram um ótimo trabalho de projeto.
¾    Quantos andares?
¾    Cinquenta andares acima da Terra e cinquenta para baixo. 
¾    Interessante. Tenho certeza que no ultimo andar de baixo teremos uma interligação com a Base da Montanha. Acertei?
¾    Sim. Ele preferiu assim. E você precisa ver como ele já previu a proteção do lençol freático. Não esquece de nada.
¾    Ele não pode esquecer. Vou conversar com ele. Quero muros altos e que ele planeje um aero-espaço-porto para naves espaciais de pequeno porte.
¾    Já tem no projeto.
¾    Tem uma faculdade de medicina?
¾    Sim. E tudo que você imaginar. Tem também.
¾    É, ele é o Gigante. Por acaso lembrei de um nome para o Coordenador daqui do Tibete.
¾    Qual?
¾    Vou chama-lo de Magno. Ele tem tudo a ver com este nome.
¾    Legal. E agora vou te contar de nossa visita á governadora.
¾    Ótimo. Foi sozinho ou mamãe foi também?
¾    Eu também estive com ela. Você precisava ver a pompa com que fomos recebidos. Parecíamos chefes de governo. Primeiro nos levou a uma sala onde estavam reunidos seus assessores. Depois tivemos uma reunião particular.
¾    O que ela queria em fim?
¾    Daniel, ela nos perguntou sobre muita coisa. Mas o que ela queria mesmo era saber se poderia contar com nossa ajuda nas emergências.
¾    E?
¾    É claro que dissemos que sim. Mas dentro de nossos termos. Somos livres para coordenar nossos passos.
¾    E ela?
¾    Disse que estaria de braços abertos para nos apoiar. Onde houver algum desastre que pudermos ajudar teremos toda a liberdade de movimento. Pediu um contato. Passei um numero de telefone que o Gigante me deu para este fim. Quando ela ligar o Gigante atende e transfere para meu telefone pessoal, se necessário.
¾    Ótimo. As coisas estão andando melhor que eu poderia imaginar.
¾    Ela ofereceu uma sala para utilizarmos como ponto de contato. Rejeitei a oferta, com jeitinho, claro.
¾    Ótimo. Agora, deixe-me perguntar? E as finanças? Como estamos?
¾    Otimamente bem. Nos leilões, alcançamos valores altíssimos pelas pedras preciosas. O Gigante pôs a minha disposição gemas lindíssimas. Disse que eram brinquedos das crianças que chegaram aqui com os criadores.
¾    E eram mesmo. Também eram usadas como enfeite nos aposentos, enxerto em vasos. E também como calço, apoio, etc, por causa de sua resistência. Valor financeiro. Nenhum. Dinheiro para esta raça era inútil.
¾    Um dia para nós também será. O ser humano terá muito maior importância que o dinheiro. Você verá.
¾    Há, lembrei de algo. A governadora também nos perguntou se necessitávamos de apoio financeiro? Se estávamos precisando de algo neste sentido.
¾    É uma forma de nos atrelar a ela, mamãe. Rsrsrsrs.
¾    É. Mas sim, continue, querido...
¾    Éra isto mesmo que eu queria saber. Precisamos por a disposição de nossos amigos valores em forma de pagamento para que enviem a suas famílias.
¾    Entendi, o Deca e a Mirian vão enviar a suas famílias. O major e todo o grupo que chegou agora, também devem ter suas necessidades para sanar.
¾    Deposite dinheiro para todos. Seja generoso.
¾    Ok. Tenho nas contas da empresa mais de cem milhões. Mesmo depois de comprar a fazenda.
¾    As primeiras naves mineradoras estão chegando. Abra uma empresa de mineração. Avise a governadora que construirá uma empresa de mineração de grande porte aqui.
¾    Certo. Mas, onde? Não perto da fazenda.
¾    Veja se ela lhe vende uma área que de para construir uma empresa que comporte nossos objetivos.
¾    Não seria melhor procurar uma siderúrgica e negociar com ela. Assim poderemos injetar mais recursos na sociedade.
¾    É interessante. Mas qual? E como explicar a origem dos minerais.
¾    Não é necessário mentir. Todos sabem que temos uma pequena nave.
¾    Mas não sabem que ela voa no espaço.
¾    Então já é hora da governadora saber e também o presidente.
¾    Quem vai falar com eles?
¾    Deixe que eu vou, papai. Marque uma reunião.
¾    Para quando?
¾    É urgente. Depois que eu voltar da visita a Base Sandra. Vou a fazenda. Em dois dias, esta bom. Anuncie a governadora que quero vela e também ao presidente. Diga que temos noticias boas e de grande porte.
¾    Farei isto. Vamos a Base Sandra também?
¾    Não, mamãe. A senhora e papai..., não, quer ir comigo?
¾    Sim. Entraremos em contato através do Gigante, do espaço mesmo. E marcaremos o encontro.
¾    Fechado assim. Dionizio, convide o Deca e Mirian, também o major.
Depois de tudo marcado e agendado, Daniel pediu ao Coordenador da Base do Tibete que viesse a sala que estava usando para reunião. Pediu que viesse com seu corpo móvel.
¾    Mamãe, papai, este é o Coordenador desta Base.
¾    Sejam bem vindos. Estive só, por milhares de anos, mas espero conseguir lhes proporcionar uma ótima estadia. O Gigante cuidou de nos transmitir as necessidades básicas de todos vocês. Também os gostos pessoais. Preparei-lhes um jantar que se pode chamar de bom.
¾    Agradecemos. É interessante ver um Coordenador móvel.
¾    Este modulo esta diretamente ligado ao Computador Central fixo que é imensamente grande. Mas consigo conversar e cuidar de toda a base em tempo real mesmo daqui.
¾    Maravilha.
¾    Coordenador. Eu gosto de chamar meus amigos por nome. Escolhi para você, se me permite, Magno. Acho que lhe cabe bem. O que acha?
¾    Aceito. É uma palavra que na sua língua impõe respeito.
¾    Diga-nos uma coisa. O que pode ajudar na criação da Base Sandra?
¾    Eu entrei em contato com o Gigante. Ofereci-lhe minha infraestrutura. Também meus autômatos. Também lhes ofereço meus depósitos para a empreitada a que se dispuseram, de trazer para a Terra os minerais que forem retirados da base. Tenho imensos depósitos vazios. E ainda posso ampliar os depósitos para a profundeza do subsolo em muitos níveis.
¾    Estou grato. O que o Gigante disse?
¾    Ele não pode ampliar os seus depósitos ainda. Se bem que em baixo da fazenda recém adquirida não há limites para a criação.
¾    E na Base propriamente dita? Vai ajudar nos projetos?
¾    Não no projeto. Na implantação tecnológica. Tenho muitas novidades para oferecer. Ele aceitou.
¾    Ótimo. Vou lá amanhã. Você esta com a Base sob controle. E não existe nenhuma ameaça no momento. Será que não quer nos acompanhar?
¾    Se desejarem minha companhia, irei. Estou curioso. Mas de lá não posso interferir em nada aqui na base. Ela estará sendo dirigida por meus robôs técnicos.
¾    Acredito que não haverá problemas. Vamos a Base Sandra então.
¾    Sim. Eu vou. E de lá poderemos nos dirigir ao meu Cofre Espacial e retirar meus pertences.
¾    Sim. Faremos isso. Vai conhecer mais alguns amigos meus.





CAPITULO II

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