As Historias de Daniel B. vol.1 cap. 6

atençao, se voce esta conhecendo agora este blog, recomendo ler os capitulos anteriores para entender a saga.




CAPITULO VI


     
¾     Daniel. Pule desta cama. Você está muito atrasado para o colégio.
¾     Tá cedo...
¾     Não esta não. Corre.
¾     Esta bem. Estou indo.
E a rotina continua.
Mas a cada dia as coisas vão se moldando.
Daniel estava aos poucos introduzindo o assunto com Deca... 
Com Mirian acontecia a mesma coisa.
Mas como tinha combinado com Gigante, o Celebro Eletrônico, teve de esperar o termino de seu treinamento. Seu pai agora já estava com ele.
Dionizio numa das visitas de Daniel. Diz que vai com ele a sua casa na hora do regresso. 
¾     Para que?
¾     Vamos por em pratica a instalação do tele transporte. Preciso ver o espaço físico, e ainda onde instalar o gerador. Ele é portátil. Só poderá transportar uma pessoa de cada vez.
¾     Já?
¾     Já. Cada vez se torna mais necessário a sua presença aqui na base. Fazem quatro meses que esta aqui. Teu treinamento já terminou, hoje foi sua ultima seção de hipnose, agora você já conhece todas as bases. Seus conteúdos. E como operar a tecnologia que esta a seu dispor.
¾     Nem vi que passou tanto tempo.
¾     Mas valeu a pena.
¾     A semana que vem você vai receber um equipamento diferente, para começar a treinar o uso dele.
¾     A semana que vem eu tenho ensaio da formatura. Já começou.
¾     O que vem a ser ensaio de formatura?
¾     É uma comemoração para quem esta terminando o nível médio e vai se lançar na faculdade...
¾     Entendi.
¾     Mas do que se trata esse equipamento?
¾     Um exoesqueleto. Você só vai se lembrar dele. Quando o vestir. Ele esta dentro do seu sistema de treino.
¾     Para que serve?
¾     Com ele você pode ver o que se passa dentro de uma nave robotizada como se estivesse nela.
¾     Legal. Que mais?
¾     Pode pilotar a nave daqui de dentro da base.
¾     Como assim?
¾     Sentado em uma cadeira de comando cada gesto seu é como se estivesse dentro da nave e ela vai obedecer tudo que você fizer.
¾     Para que serve isto, se posso ir na nave mesmo?
¾     É para situações de emergência. Pode levar um robô de combate ate um desmoronamento e desenterrar pessoas sem sair daqui e sem correr risco.
¾     É interessante. E essas naves que estão na base submarina? Quando poderei ir vê-las?
¾     Agora mesmo se desejar. Seu pai esta terminando um treino hipnótico. Os treinos dele são mais fáceis e menos intensos. Quem sabe se ele não desejará ir vê-las contigo.
¾     Acho que sim. E mamãe também?
¾     Ela ainda esta no inicio dos treinos. Ela demorou muito para se decidir. Esta vendo porque deve se apressar em escolher seus companheiros. Todos eles terão de ser treinados. E isto requer tempo.
¾     É, sei disto. O Deca e a Mirian estão prontos para saber a verdade. E tenho certeza que eles irão aceitar e até gostar de vir ajudar-nos.
¾     Então o que esta faltando?
¾     É o risco. Se eles se recusarem e delatarem o nosso segredo?
¾     É um risco que você terá de correr.
¾     Ainda tem tempo. São meus vizinhos. Quando eu quiser eu falo.
¾     Seu pai esta vindo. Vamos até a base oceânica então.
¾     Vamos de planador?
¾     Não. Vamos de tele transporte.    
¾     Que legal. Vou ver na pratica seu funcionamento. Papai vai gostar.
¾     Estão falando de mim?
¾     Sim. Estamos arquitetando uma visita a base submarina. Quero ver de perto uma nave capaz de sair do sistema solar.
¾     Vamos poder usa-la?
¾     Ainda não seria bom. Vamos verificar como esta a base submarina e fazer algumas adaptações em suas programações. O celebro de lá terá de reconhecer em Daniel seu novo senhor. O mestre já estabeleceu contato. Mas são milhares de anos em stand by, nunca estive naquela base. Mas todos os cérebros eletrônicos sempre reconheceram as ordens do Mestre. Ele é o receptáculo da cultura dos criadores. Se transferiu autoridade para Daniel ele teve seus motivos. Os demais cérebros terão de acatar as ordens.
¾     Então vamos. O tempo não espera.
¾     Sigam-me.
E saíram por um corredor que ainda não haviam utilizado ate aquele momento. Este os levaria a sala de tele transporte. Foram de esteira rolante.
Entraram em uma sala com muitos geradores. E de porte bem grande.  
Dionizio explicou que este tele transporte poderia ser utilizado para alcançar todas as bases do planeta. E um em especifico poderia ser usado para atingir uma base fora do planeta terra.
¾     Fora do planeta. Esta base não esta registrada em minha memoria. Por que?
¾     Só o mestre poderá te responder essa pergunta. Pois eu também não sei a resposta.
¾     Estranho, não é?
¾     Perguntei agora mesmo ao Mestre e ele disse que lhe dará as informações diretamente. Por segurança nem todas as bases estão registradas nos bancos de dados de robôs auxiliares. Esse é o meu caso. Sou apenas um administrador móvel.
¾     Entendo. Agora você é meu amigo.
¾     Não entendo o conceito de amigo. Falaremos sobre isto mais tarde. Agora entrem no transmissor.
¾     Todos juntos?
¾     Espere um pouco. Irei na frente e voltarei. Até agora nunca houve falhas mas por causa do longo período de paralização é necessário verificar a situação do outro lado, no receptor. Se estiver tudo em ordem volto em um minuto.
¾     Esta certo.
Dionizio entra no tele transporte e desaparece como que por magica. Mas é apenas fruto de tecnologia.
Demora alguns minutos a mais que o esperado. Daniel aproveita o tempo para explorar a sala junto com seu pai. Localiza um tele transporte maior e mais potente. Calcula ser este o referido por Dionizio.
¾     Este deve ser o tele transporte para fora do planeta.
¾     Para qual planeta deve transmitir? Já que existe uma base fora da Terra. Será que também não existe nenhuma nos sistemas solares próximos?
¾     Não sei. Só o Gigante poderá me responder. Estou ansioso para ter uma palestra com ele o mais rápido possível.
¾     Quando for, gostaria de estar presente.
¾     Veja a luz verde se acendeu no outro transmissor. Dionizio deve estar voltando.
¾     Sim. É ele.
Dionizio materializou-se. Localizou pai e filho. E explicou a demora.
¾     Tive de por em funcionamento alguns geradores para equilibrar o sistema. Como lhes disse, são milhares de anos sem serem utilizados.
¾     É difícil de crer que ainda estejam funcionando.
¾     Utilizamos materiais que não tem corrosão natural. Continuarão utilizáveis por mais milhares de anos até que sejam destruídos por causa externa.
¾     Vamos?
¾     Sim, entrem.
Entraram no tele transporte e com um apertar de botão surgiram a milhares de quilômetros.
¾     Esta base esta no subsolo do oceano conhecido por vocês por pacifico. Este lado do planeta é mais solitário. Será ótimo para o treino pratico de controle de pequenas naves aero aquáticas.
Pai e filho estavam de boca aberta.
O salão onde se encontravam era enorme e tudo o que olhavam era de tamanho super dimensionado.
¾     Por que tudo aqui é tão grande?
¾     Novamente não sei a resposta. Mas com certeza era uma base destinada a enviar naves espaciais para fora do planeta. E aqui, como verão. Existem guardadas naves que nem eu conhecia ainda. Conhecia somente por programação. Mas na pratica ainda não havia visto. E tal qual vocês ainda irei vê-las.
¾     Mas você não disse que nunca esteve aqui. Como sabe destas naves?
¾     Assim que cheguei enviei uma mensagem ao coordenador daqui. Onde estavam ancoradas as naves espaciais. A resposta que recebi me revelou as mais diversas categorias de naves. De pequeno porte até interplanetárias e a intergaláctica utilizada para chegar a este sistema. Ela ainda esta estacionada aqui nesta base.
¾     Se ela ainda esta aqui, por que os seus construtores não a utilizaram para voltar para casa?
¾     Novamente só o Mestre poderá te dar a resposta. Eu não sei.
¾     Poderemos vê-las?
¾     Ver, sim. Ate podem subir nelas. Somente não poderíamos utiliza-las. Por vários fatores.
¾     Quais seriam?
¾     Falta de operadores qualificados, técnicos, pilotos, suprimentos, e miríades de motivos...
¾     Entendi. Mas iremos vê-las assim mesmo. Mas as pequenas poderemos testar?
¾     Sim. Elas, eu mesmo ou ate você sozinho, podería controlar.
¾     Então vamos as maiores primeiro, só para ver.
¾     Venham. É por aqui.
Saíram por corredores que eram enormes mas estavam totalmente vazios.  Chegaram a um hangar gigantesco e contemplaram uma nave que pelo tamanho deveria ter uma dimensão de uma vila inteira.
¾     Esta é a nave deles?
¾     Não. Esta só serve para ir a planetas deste sistema ou ate mesmo a estrelas vizinhas.
¾     Então ainda tem naves maiores aqui dentro, fora a intergaláctica?
¾     Sim. Venham.
Seguiram Dionizio e chegaram a um outro hangar.
¾     Dionizio não perdeu tempo. Explicou que esta era uma nave que poderia chegar a qualquer sistema dentro da galáxia.
¾     É enorme. Podemos entrar?
¾     Sim. Venham.
¾     Olhe os robôs técnicos já estão sendo despertados. E estão se espalhando por seus postos.
¾     Sim. Não somente os técnicos. Ali estão surgindo robôs de combate. Veja. São combatentes superiores aos da nossa base. Estes podem servir nas naves, por isso são mais complexos. Para explorar outros sistemas era necessários estes tipos enormes e preparados para qualquer ambiente.  
¾     Eu não gostaria der vê-los em combate. Devem ser terríveis.
¾     E são.
¾     Senhor Seu Luis, esta se mantendo muito calado, por que?
¾     Eu ainda estou meio chocado. É novidade demais para mim.
Foram se encaminhando em direção a rampa da nave. Um dos robôs de combate se aproximou. A arma estava abaixada mas para estes seres preparados para combate, era questão de milésimos de segundo para aciona-las.
¾     Somente autorizados podem subir nas naves.
¾     Somos autorizados.
Dionizio disse em voz audível para que Daniel e seu pai compreendessem o dialogo. Ao mesmo tempo irradiou um comando de reconhecimento para o celebro eletrônico coordenador desta base.
Soube através deste que tinha sido reconhecido e aceito. Que Daniel também foi reconhecido pelo sistema como sendo o novo Senhor da Base. Mas que o outro humano ainda não tinha um código de acesso. O coordenador pediu que antes de andarem pela base, fossem ate sua sala gostaria de conversar com Daniel e receber instruções.
Dionizio transmitiu a Daniel o pedido.       
¾     Atenderemos o solicitado. É melhor do que causar um problema para nós mesmos.
¾     O robô de combate esta se afastando. Recebeu ordens para não nos molestar.
¾     Vamos ao Coordenador local.
Enquanto iam a caminho pelas esteiras rolantes. Paravam para ver hangares repletos de maquinas e naves. Daniel perguntou a Dionizio o motivo de terem sido feitos tantas maquinas se os criadores não se multiplicaram, nem povoaram o planeta.
¾     Isto não é a verdade absoluta. Eles tentaram. Porem o sol daqui os tornou inférteis em poucas gerações. E a politica de vida deles era desta forma. Enquanto estavam aqui, iam criando tudo e qualquer coisa, quer fossem utiliza las quer não. Você ainda irá ver coisas que seu celebro se recusará em aceitar. A técnica aqui utilizada é tão superior que as coisas que esta vendo poderiam ter sido criadas por qualquer criança, ate mesmo para brincar...
¾     Você quer que eu enlouqueça Dionizio? Filho, nós estamos dentro da casa de pessoas que brincavam com elementos inimagináveis e técnicas ainda nem sonhadas por nossos melhores cérebros...
¾     Mas nós herdamos essa tecnologia e a poremos a serviço de nosso povo. Será um grande passo na evolução da humanidade.
¾     Esta é a sala do coordenador.
Encontraram um Cérebro Eletrônico que pouco deixava a dever ao Gigantesco Cérebro da montanha.
¾     Sejam bem vindos. Sou o Coordenador Geral desta base. Fui informado que viriam. A base esta sendo despertada aos poucos para evitar sobrecargas de sistemas. São muitos milhares de anos parados. Geradores estão sendo postos em aquecimento e logo estarão com sua potencia total. As fabricas também estarão com potencial máximo em horas. 
¾     Eu sou Daniel B. H., e este é o meu pai, Seu Luis B., Dionizio não preciso apresentar. Você já o reconheceu por códigos.
¾     Também já tinha te identificado. Você traz um identificador nas suas ondas cerebrais. Todos os autômatos na base irão lhe reconhecer. Somente princípios de segurança poderão te impedir de fazer algo nesta base. Porem seu pai ainda não tem um identificador. Estou enviando uma autorização para toda a base concedendo livre acesso a ele. A partir de agora esta liberado para locomover-se livremente. Somente os princípios de segurança devem ser respeitados.
¾     Obrigado.
¾     Pedi que comparecessem aqui para poder identificar seus padrões. E eu não poderia faze-lo a distancia. Vão precisar fabricar algo de especial?
¾     Ainda não. O que pode ser fabricado aqui na base submarina?
¾     Robôs técnicos ou de combate. Transportes terrestres ou marítimos. Trajes de combate, de voo, exoesqueletos para missões perigosas. Naves espaciais. Seu desejo é o limite.
¾     Supera minhas expectativas. Quais seus sistemas de defesa da base?
¾     Insuperáveis por terra ou por ar, estamos a milhares de metros abaixo do nível do mar. Para chegar ate aqui, primeiro terão que alcançar o fundo de um oceano de profundidade enorme e depois terão de encontrar-nos. Terão de vencer as barreiras naturais de rocha e as energéticas. A base é impenetrável. Os dutos de lançamento são camuflados. E tudo isto prevendo uma civilização inimiga muitíssimo superior tecnicamente a de vocês. Por isso posso dizer que estamos tranquilos.
¾     Ótimo. Quero ver a nave intergaláctica que trouxe os criadores ate aqui.
¾     Será feito.
¾     Seria possível programar uma tripulação de robôs técnicos e de combate capazes de fazer esta nave alçar voo?
¾     Sim e não.
¾     Explique.
¾     Sim. Posso programar uma tripulação de robôs e controla-los a partir de um coordenador posto na nave. Este coordenador já existe. É um cérebro eletrônico superpotente. E tem um sistema de navegação inigualável. A tripulação de robôs que já existe é quase suficiente para conduzir a nave automaticamente. Mas ainda faltam alguns robôs técnicos específicos que terei de providenciar sua fabricação e programação.
¾     Então faça isto.
¾     Aconselho a começar a utilizar as pequenas naves de transporte ou passeio em primeiro lugar. Em seguida treine com as naves médias. Com as tripulações de robôs já existentes e o auxilio dos cérebros de controle das naves você conseguira navegar com elas sem dificuldades. Enquanto isto, estarei produzindo e programando operadores e técnicos para as naves maiores, mas ainda vai demorar.
¾     Quanto tempo?
¾     Em um mês terá a tripulação completa.
¾     Esperarei. Mas me diga uma coisa.
¾     Sim.
¾     O que foi que o Gigante te orientou a meu respeito?
¾     Gigante? Não sei a quem se refere.
¾     O Cérebro Central da base da montanha.
¾     Ele me transmitiu ordens de aceita-lo como meu novo senhor. Ainda não sei o motivo. Mas não questionei. Ele é o Mestre. O guardador das consciências. Sou submisso a suas ordens e agora as tuas.
¾     Sou o senhor desta base?
¾     Sim. E agora nem o Mestre poderá revogar esta ordem. Somente o arquivo de segurança.
¾     Que arquivo é este?
¾     É inacessível. Nem eu posso acessa-lo. Somente os criadores poderiam faze-lo.
¾     Entendi. Melhor assim.
¾     Providencie para que eu conheça a nave intergaláctica. Me ponha a disposição um guia.
¾     Assim será.
Dionizio e o pai de Daniel assistiam a tudo sem interferir. Nem Dionizio sabia destas instruções. Mas agora sabia que tinha um novo senhor. Mas não comentou nada.
O guia chegou.
¾     Este será o guia de vocês por toda estação. Toda a base já esta a par de quem são vocês. Fiquem a vontade e voltem quando quiserem.
¾     Só mais uma informação. O suprimento de arquivos informativos, filmes e hipnolivros que você possui armazenados aqui, é maior menor ou igual ao da base central?
¾     Muito maior. Aqui foi construída uma verdadeira fortaleza subterrânea. Então quase tudo de mais importante foi estocado ou armazenado aqui.
¾     Então voltarei muitas vezes aqui, pode ter certeza.
¾     Será bem vindo. Vou providenciar tudo que me pediu. E agora estarei mandando uma equipe de técnicos reparadores para me fazer um check-up completo. Estava á muito tempo em stand by.
¾     Ate breve. Me aguarde.
Saíram com o guia na frente. Foram praticamente pelo mesmo caminho. Porem ao chegar em certo corredor. Pegaram um elevador. Desceram.
Ao chegar ao destino deste a porta se abre e eles se dirigem a um corredor que os leva por quase um quilometro. Estavam entrando em um hangar de dimensões gigantes para seus padrões normais...
No centro uma nave de aproximadamente quinhentos metros de raio na largura e quatrocentos metros de altura.
¾     Esta é a nave intergaláctica.
Informou o robô guia.
¾     É linda. Muito maior que eu poderia imaginar.
¾     Venham.
A um comando do robô guia a rampa de acesso desceu.
Subiram a rampa que estava abaixada.
E a excursão começou.
Entraram por compartimentos de carga e foram adentrando alojamentos riquíssimos e superconfortáveis.
O guia informava a utilização da cada compartimento.
¾     Por estes elevadores iremos a sala de controle.
¾     Vamos.
¾     Esta é a sala de comando da nave.
¾     Nem da para imaginar a quantidade de pessoas que seria necessário para controla-la em voo.
¾     De piloto a tripulação e robôs de reparo. Mil unidades ao todo bastaria.
¾     O coordenador vai ter muito trabalho para organizar este exercito de robôs técnicos. Desperte toda a tripulação de robôs técnicos e mande que se apresentem nos seus devidos postos de trabalho. Que façam uma vistoria geral na nave. Em seis meses essa nave deve estar pronta para operar.
¾     A tripulação de robôs esta se dirigindo a seus postos.
¾     Obrigado.
¾     Daniel, o que você esta pretendendo? Por que esta dando estas ordens? Quer voar?
¾     Não ainda. Mas no inicio do ano que vem esta nave deve estar operante. Mas antes nós deveremos treinar nas unidades menores.
Enquanto conversavam alguns robôs técnicos se espalharam pela sala de comando. Iam pondo as maquinas para esquentar e verificando níveis de energia. Iam de posto em posto e testavam todo o equipamento.
Daniel , Seu Luis B. e Dionizio desceram junto com o guia e foram visitar refeitórios.
Seu Luis perguntou ao guia se nenhum tripulante teria esquecido alguma foto dele ou de família para que ele o pudesse ver.
¾     Não sei o que significa esta palavra. Explique.
¾     É uma impressão da imagem da pessoa.
¾     Não se usavam fotografias, se utilizavam de projeções holográficas.
¾     Entendi. Mas nas fichas de leitura certamente tem a imagem deles, não tem?
¾     Não sei dizer.
¾     Papai, não se preocupe com isto. Assim que eu tiver uma imagem deles eu te mostro.  
¾     Obrigado.
¾     Vamos ate uma nave pequena para dar um passeio?
¾     Sim. Não podemos demorar muito, já estamos fora a bastante tempo.
¾     Dionizio mande um sinal para que tragam minha mãe aqui.
¾     Será feito. Quando estivermos na outra nave sua mãe já estará nesta base e nos encontraremos com ela.
¾     Grato.
¾     Vamos.
¾     Guia. Leve-nos a uma nave pronta para decolar.
¾     Nenhuma esta pronta para decolar.
¾     Mande aprontar uma.
¾     Será feito.
Saíram e voltaram dois andares acima. Encontraram naves de pequeno porte. O guia os levou a uma media. Esta nave esta sendo abastecida de combustível, alimentos e agua potável.
¾     Seu treino técnico hipnótico lhe capacita a maneja-la com segurança e seu robô auxiliar também tem aptidão para pilota-la.
¾     Sua mãe chegou a base e estará sendo conduzida ate sua presença.
¾     Permaneça comigo na nave. Quero um robô de combate a bordo.
¾     Eles são dispensáveis neste tipo de nave.
¾     Estou pedindo. Quero analisar um destes robôs e seu comportamento.
¾     Assim será feito. Os robôs técnicos já estão a bordo.
¾     Grato.
O próprio pai de Daniel estava de boca aberta com a voz de comando do filho.
Era surpreendente ver Daniel comandar uma base alienígena... e ser obedecido. Uma não duas, até agora.
A mãe de Daniel chegou.









CAPITULO VII

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