As Historias de Daniel B. Bombeiros de Elite cap. 11.

obs: Se voce esta começando a leitura agora. aconselho ler os capitulos anteriores para conhecer a historia.
Se ja é leitor deixe um comentario.




CAPITULO XI
Ficaram na Estação muito tempo.
Daniel mandou que Deca viesse a Estação.
Ficaram em reunião por mais de hora.
Quando o grupo voltou Daniel apresentou o Capitão Deca. Explicou que seria ele que tomaria conta das estações Espaciais e Siderais.
¾     Daniel. Se o Capitão Deca vai cuidar das naves. Será que eu não poderia vir também. Eu sempre desejei voar. Sou piloto de aviões pequenos e de helicópteros, mas uma nave espacial... caramba.
¾     Se é o seu desejo. Deca, o que me diz?
¾     Preciso mesmo de gente. Deixe-o fazer o treinamento e me mande ele. Cabo Reginaldo. Bem vindo, espero que sejamos excelentes amigos.
¾     Eu também. Obrigado pela oportunidade.
¾     Poxa, Capitão Deca. Ele ia ser dos Bombeiros de Elite. Mas se é o desejo dele. Que seja assim. Cabo, cresça aqui e me de noticias.
¾     Vamos voltar a Terra. Vai conosco Deca?
¾     Sim. Vou ver mamãe.
Todos voltaram a Terra.
Foram levados ao Gigante. Sem a aprovação dele ninguém passaria para a equipe.
Mas ele os aceitou. Eram pessoas de boa índole. Lutavam pelo bem estar da humanidade.
A equipe iria se dividir de novo. Os militares iriam formar o grupo “Bombeiros de Elite’’.
Os médicos e cirurgiões pediriam demissão de seus empregos e começariam a implantar o Hospital da Humanidade.
Mais um  passo fora dado.
Todos marcaram para iniciar os treinos no dia seguinte.
Somente o tempo de se desligarem de seus antigos empregos.
Somente o cabo Reginaldo, es-bombeiro, pois se antecipara e se desligara do Corpo de Bombeiros. Ficaria para iniciar seu treinamento imediatamente. Não podia esperar a hora de estar na Estação Espacial e voar num caça espacial.
Enquanto isto na Base da Montanha Gigante e Daniel conversam como dois iguais.
¾     E agora Daniel?
¾     Estamos indo bem, Gigante. As coisas estão se encaminhando por si só.
¾     Amanhã com certeza eles estarão aqui para começar seu treinamento hipnótico. Ficarão abismados com a quantidade de informações que receberão.
¾     E o hospital da Humanidade? Onde o instalaremos?
¾     Aqui ao lado da montanha existe uma fazenda que praticamente não tem uso. Minhas câmeras de vigilância não notam quase nada de movimento ou plantações. Só umas poucas cabeças de gado. Peça a Seu Luis para adquiri-la.
¾     Ótimo. Se quiserem vende-la. Ficará bem localizado o nosso hospital. Chame papai aqui por favor.
¾     Ok. Sua mãe e dona Mirian já terminaram seu treino. Quer que venham aqui?
¾     Sim. Estou com saudades delas. Principalmente de Mirian.
¾     O que sente por ela?
¾     Eu a amo desde criança.
¾     Já os chamei, logo estarão aqui. Qual seus planos?
¾     Mamãe e papai ficarão no controle do projeto junto ao Dr. Mateus  e dra. Regiane, o casal de médicos missionários. Eles já trazem na bagagem de vida o humanitarismo.
¾     Seus pais chegaram com dona Mirian.
Os convocados para a reunião chegaram e entraram na sala de controle.
Daniel lhes põe a par de tudo. Afinal só seu pai acompanhou a entrevista e a excursão a Estação Espacial.
Mas nem mesmo ele estava a par dos planos do Hospital da Humanidade.
¾     Estamos perto de mais um grande passo para alcançar nossos objetivos.
¾     Antes de mais nada, Daniel. Como foi a visita e a entrevista com o novo grupo? E a visita a Estação?
¾     Foi ótimo. Estamos com uma equipe de médicos, cirurgião, engenheiro, químico, bombeiros, etc. e nós. Agora vamos dar inicio a construção de um hospital especial.
¾     Como assim, especial?
¾     Será o “Hospital da Humanidade”. Papai, quero que veja se esta fazenda aqui ao lado da montanha esta a venda. Se estiver, não importa o valor. Compre.
¾     Para que?
¾     Ali será construído o hospital e servirá de endereço para todos nós.
¾     Pelo menos teremos um lugar onde as pessoas poderão nos contatar.
¾     Filho. Este hospital como será?
¾     Totalmente gratuito. Será administrado em conjunto. A parte médica pelo Dr. Mateus  e dra. Regiane, o casal de médicos missionários. Os escolhi pelo motivo de já terem se dedicado ao campo missionário. Eles exerceram a profissão gratuitamente em prol de salvar vidas na África e no Oriente Médio. Então merecem nossa consideração. E a financeira, que envolve contratação de pessoal de apoio. Papai e mamãe.
¾     Mas nós estaremos representando o grupo diante dos lideres governamentais. Será que daremos conta?
¾     Sim, darão com certeza. Ainda não sabem mas já esta tudo dentro do celebro de vocês. Na hora certa o conhecimento aparecerá.
¾     Ainda  bem. E você? Estará envolvido em que?
¾     Ainda temos varias bases para visitar aqui na Terra. Vou a elas. Eu e Dionizio.
¾     Ainda tem base? Quantas?
¾     Mais quatro aqui na Terra. E as fora do Sistema Solar o Gigante ainda não me revelou. Mas fará isto assim que as daqui forem conquistadas.
¾     Cuidado hein. Quase nos demos mal na Base de Plutão.
¾     Mas agora é diferente. A cada uma já conquistada interfere no apoio da próxima. Verão. Então, papai. Amanhã, comprar a fazenda. Enquanto isto ponho os novatos para começarem o treinamento.
¾     O cabo Reginaldo já esta na sala de treino.
¾     Ele esta ansioso para ir com o Deca para a Estação Espacial.
¾     Espero que em breve, muitos queiram se juntar a eles.
¾     Eu creio nisto.
¾     Daniel a governadora quer falar com você, que digo?
¾     Não. Papai. Quem vai é o senhor e a mamãe. São meus “porta voz”. O que decidirem, esta decidido.
¾     Esta bem. Vou marcar uma reunião.
¾     Não é assim. Diga a ela que aceita o convite. E veja o que ela tem a propor. Não é tomar cafezinho, com certeza. Vai pedir algo.
¾     Também acho. Mas iremos á festa assim mesmo. Depois de amanhã. Amanhã o dia esta corrido. Vou á empresa. Ao banco. A corretora. E a empresa leiloeira que esta cuidando de nossas vendas.
¾     Ótimo. As coisas estão em andamento.
¾     Vou dormir. Amanhã nos vemos.
¾     Até amanhã então.
No dia seguinte as coisas realmente estavam de correria.
O major chegou cedo com a esposa. Alguns dos convidados também vieram cedo, já haviam resolvido seus problemas. Haviam aberto mão de todos os seus direitos e já estavam livres para iniciar seus treinamentos.
Alguns chegaram após a hora do almoço. Mas todos vieram.
O time estava crescendo depressa.
Já eram quase trinta.
Cinco frentes de trabalho.
Daniel continuaria a comandar o time todo.
Seu Luis e dona Sandra. Relação publica e administrativo financeiro.
Major Edwardo, os “Bombeiros de Elite”.
Capitão Deca e Mirian. As Estações Espaciais e a futura Base Sandra. A Base Gigante.
Dr. Mateus  e dra. Regiane, o futuro Hospital da Humanidade.
Daniel assim que começou o dia convocou o major Edwardo.
¾     Bom dia Daniel. Mandou me chamar?
¾     Bom dia major. Chamei sim. Os integrantes da sua equipe já estão no processo de treinamento hipnótico?
¾     Sim. Vai terminar antes da hora do almoço.
¾     E o grupo do dr. Também?
¾     Alguns dos meus e alguns dos dele ainda não chegaram. Ligaram dizendo que chegarão após a hora do almoço. Mas virão.
¾     Ótimo. Os médicos tudo bem. Mas a sua equipe tem pressa. Temos urgência desta unidade bem treinada o mais breve possível. Assim que descansarem. Leve-os para conhecerem os equipamentos. Precisam estar aptos a usa-los logo.
¾     Farei isto com certeza. Vai a algum lugar?
¾     Sim. Tenho mais uma base para visitar.
¾     Onde?
¾     No Tibet. Dionizio vai me acompanhar. Mas volto logo. Assistirei o treino pratico.
¾     Ótimo. Estarei esperando. E os médicos?
¾     Terei de ter outra reunião com eles. Preciso de opiniões para melhorar o meu projeto do hospital.
¾     Qual hospital?
¾     “Hospital da Humanidade”. Vai ser um mega evento. O senhor verá.
¾     Já posso imaginar. Para quando será?
¾     O mais breve possível. O Gigante quando trabalha, trabalha. 
¾     Mais alguma coisa?
¾     Sim. Quando a segunda leva chegar. Ponha-os imediatamente na maquina de hipno treino. E avise o dr. Renato que assim que voltar o chamo. Eles, os médicos não precisam treinar com os exoesqueletos e maquinas, só com controle de planadores. Eles irão treinar nas salas de cirurgia com os robôs médicos.
¾     Vão fazer cirurgia em quem?
¾     Em hologramas. É só para se acostumarem com os robôs médicos cirurgiões.
¾     Entendi. Esta bem, será transmitido.
¾     Papai, vai comprar esta fazenda aqui ao lado da montanha. Já terá onde estacionar o seu carro logo, logo.
¾     Que bom. Vou indo, até breve.
¾     Até mais.
O major saiu. E Daniel chamou por Dionizio. Iam ao Tibet.
¾     Dionizio, mande um robô técnico antes. Não quero correr riscos nem que você corra.
¾     Mas eu não me importo...
¾     Mas eu me importo com você. Faça o que mandei.
¾     Esta certo. Vamos a sala de teletransporte.  
¾     Já mandei um robô nos esperar lá.
¾     Vamos. Dionizio. Esta estação já esta ativa?
¾     Esta ativa desde que o Gigante enviou seu código de reconhecimento a todas as Bases. Você já esta sendo esperado.
¾     Ótimo.
Foram á sala de teletransporte. O robô técnico já estava á espera.
Tinha sido escolhido um robô da própria área.
¾     Dionizio, explique a tarefa ao robô e envie-o.
¾     Deve ir a Base do Tibete e verificar como estão os equipamentos. De também uma analisada no conjunto da Base. Como estão os geradores e entre em contato com o Coordenador. Diga-lhe que estamos chegando. Quando tiver certeza que esta tudo em ordem, volte e nos comunique.
¾     Entendido. Posso ir?
¾     Vá.
O robô técnico se foi. Sumiu e apareceu no Tibete.
Começou a verificação e corrigiu alguns defeitos encontrados. Tudo em ordem. Voltou a Base da Montanha.
Relatou.
¾     Havia pouco a corrigir. Estava tudo em ordem. Alguns fusíveis e contatos corrigidos. Esta tudo em ordem. Podem ir. Querem que eu vá com vocês?
¾     Sim. Va na frente. Pode ir agora.
O robô se foi e logo foi seguido pelos dois.
Surgiram no Tibete.
¾     Agora, Dionizio, me comunique com o Coordenador.
¾     Sim. O Coordenador foi informado de nossa chegada. Porem ele já sabia. Esta controlando a sala.
Neste momento o Coordenador da Base do Tibete entrou em contato.
¾     Sejam bem vindos. Realmente já estavam sob observação. O Coordenador Coletor já havia comunicado a todas as bases sobre você. Já tenho seu código mas lhes espero aqui na sala de controle. Um robô já esta ai para lhes conduzir.
¾     Obrigado. Estou satisfeito de estar aqui.
Um robô surgiu. Pediu que o seguissem. E saiu na frente.
Esta Base era diferente. Entraram em um elevador e desceram. Desceram muito.
¾     Robô. Quantos andares tem esta base?
¾     Temos 100 andares. Alguns com 10 metros de altura, outros 20 e outros 50. Nossa Base esta metade dentro da montanha e metade no subsolo.
¾     Metade? 50 andares?
¾     Não. 1000 metros para cima do solo, dentro da montanha. E 1000 metros dentro do solo.
¾     Quais as principais especialidades desta Base?
¾     Isto só o Mestre pode responder. Eu  estou limitado a suas instruções.
¾     Perguntarei a ele.
Chegaram a um piso em que Daniel acreditou ser o piso central da montanha. Estava errado. O Coordenador estava instalado a 500 metros de profundidade no solo da montanha. Abaixo dele somente salas e andares com imensos reatores que forneciam energia para todo o parque que ele coordenava. E não era pouco.
Chegaram a sala de comando.
¾     Seja bem vindo Daniel. O robô que esta contigo já se apresentou como sendo seu acompanhante.
¾     Dionizio apesar de ser um robô é meu amigo. Eu o estimo muito.
¾     Não existe amizade entre humanos e maquinas. Isto não confere com os dados armazenados.
¾     Existe sim. O Coordenador da Base da Montanha, ao qual dei o nome de Gigante, também é meu amigo. Pode perguntar a ele.
¾     Será feito. Eu já analisei sua frequência individual. Apesar de já ter tido alguns desenvolvimentos feitos através de nossas maquinas. Não entendo o porquê de você ter sido aceito por todos os Coordenadores até o momento. Fale-me de você. Quem é você?
¾     Eu sou uma pessoa comum. Encontrei a Base da Montanha por acaso. No desenrolar dos acontecimentos o Gigante, o Coordenador Coletor, detentor do intelecto aprimorado dos criadores. Contou-me sua historia. Ofereceu-me trabalhar com ele pelo bem da humanidade. Me expos os prós e contras. Eu aceitei. Dionizio aqui foi o robô que me encontrou vagando pela base. Des de então, não me abandonou mais.
¾     Entendo. Dionizio. Todos os testes foram feitos a contento?
¾     Sim. Foram. O Gigante assim determinou. Foi perscrutado seu intelecto, coragem, determinação, lealdade, condições morais e emocionais. Achou-se nele alguém que poderia levar a contento o trabalho dos criadores.
¾     Conceder a um humano um poder tamanho como o de uma única Base já é uma imprudência. De todo o conjunto...
¾     O Gigante já analisou todo o percurso. Até agora tem levado o trabalho a sério. Tem plano bem definido e pode leva-los a execução sem os transtornos que nós teríamos.   
¾     Daniel. Fale-me de planos imediatos e futuros.
¾     No momento, por falta de pessoas já treinadas, estou apenas montando um grupo de Bombeiros de Elite. Um grupo bem orientado por um profissional da área e que poderá usufruir de toda a técnica. Por isso terá muito mais êxito na execução de seu trabalho. Mostrando assim aos governantes que nos apoiar será de grande beneficio a todos.
¾     Que mais?
¾     Construirei um “Hospital da Humanidade”. Serão atendidos  todos os necessitados totalmente de graça. Medicamentos e tratamentos dos mais variados. Os médicos e cirurgiões humanos trabalharão ao lado de robôs médicos.
¾     E planos futuros?
¾     Estamos construindo uma Base Gigante. A ela demos o nome de Base Sandra. Ela terá um diâmetro de 100 km. Milhares de andares. A base poderá se locomover no espaço vazio. Nela teremos de tudo. Laboratórios. Estufas de criação. Engenharias. Centros médicos para desenvolvimento de novos tratamentos... tudo o que pudermos implantar nela, será feito. Será totalmente revestida de Borg. Nós já temos o satélite. Era uma antiga lua que vagava solta pela imensidão vazia. Deve ter se soltado de seu planeta ou este explodiu a expulsando. Ela já esta sendo aplainada e todo seu potencial econômico será aproveitado para levantar recursos até que estejamos aptos a operar livres deste problema.
¾     Seus projetos são interessantes. Os primeiros são pequenos. São realmente de quem esta começando a entender e usar o nosso conjunto tecnológico. Mas, o da Base Gigante é de se pensar. Esta Base pode vir a se tornar a maior nave espacial da galáxia. É interessante. Qual o empenho do Coletor?
¾     Total. Ele é que esta coordenando a tarefa. Ele reuniu as forças das outras bases para conseguir por a tarefa em andamento.
¾     Ele não precisaria do apoio de nenhum outro Coordenador se assim o desejasse. Ele o fez para mostrar aos outros Coordenadores que o projeto é coletivo, e que ele os respeita. Mesmo sendo o superior. Aprenda isso com ele.
¾     Eu não sabia. Mas vou me lembrar desta lição. Vocês tem muito que nos ensinar. E ainda diz que não pode existir amizade entre nós. Devia rever seu conceito. Eu lhes respeito e valorizo. Se podem aprender. Podem pensar. Podem respeitar e nos entender. Somos diferentes mas eu gostaria que você unisse forças conosco. Seria um grande desperdício de potencial se não se juntasse a nós. Eu, você e todos os outros Coordenadores e o Coletor precisamos trabalhar juntos. Os criadores aprovariam isto, tenho certeza. Se o coletor que mantem viva a essência dos criadores pensa assim, por que você deveria se separar do conjunto.
¾     Eu ainda estou analisando. Tenho uma imensa responsabilidade para com tudo o que me foi confiado. Como sabe, não somos apenas maquinas. Temos uma certa liberdade de escolha. Posso te aceitar como o sucessor dos criadores e meu senhor. Ou posso rejeita-lo.
¾     Mas nesse caso teria apenas dois caminhos. Voltar a dormir ou se autodestruir. Nos dois casos seria um grande desperdício de potencial criativo a serviço da humanidade. Acha que os criadores lhes criaram para se autodestruir ou ficar dormindo. Não, eles tinham um objetivo para vocês. Servirem ao povo deste mundo onde foram implantados. Agora, vocês podem nos ajudar a desenvolvermos nosso potencial. Então, ajude-nos.
¾     De fato. Ficar adormecido por mais alguns milhares de anos não serviria para nada. Autodestruir-me também não serviria para nada. Mas entregar o meu potencial bélico. De defesa. De criação. E todos os recursos de que disponho a pessoas errada, seria ainda pior.
¾     Concordo. Entregar seu potencial a um ditador. Uma pessoa que quisesse usar deste recurso para seu beneficio próprio. Seria horrível. Mas pô-lo a disposição da humanidade, seria de um imenso valor.
¾     Estou num dilema.
¾     Converse com o Gigante. Ele esta a mais tempo comigo. Peça sua opinião. Ou até mesmo do Dionizio aqui. Ele tem acompanhado meus passos um a um. E ele não pode mentir. Não faz parte de sua programação.
¾     Já entrei em contato com o Coletor. Ele não pode ser reprogramado sem que ele mesmo libere a chave de acesso. O mesmo não se da com Dionizio. Então confio mais na opinião do Coletor.
¾     E o que ele disse.
¾     Ele irradiou a mesma historia que você contou, confirmando a sua. E me orientou a confiar em você.
¾     E agora? O que vai fazer?
¾     Vou seguir o conselho do Coletor, o Gigante. De agora em diante, todos os meus recursos estão a sua disposição.
¾     Agradeço muito a sua confiança. Não te decepcionarei. Tenho muito a aprender com vocês. Ajudem-me sempre que puder. Estou sempre atento  a qualquer orientação de vocês Coordenadores.
¾     Agora, você sabe, não posso mais mudar de opinião. Você se tornou o Senhor desta Base. Seus desejos são ordens a todos aqui. Há pouca restrição. Eu também tenho as minhas. Quando precisar de algo, é só falar. Mas o Gigante esta pedindo que se comunique com ele, algo esta necessitando de sua atenção.
¾     Ligue-me com ele.
¾     Sente-se a tela te põe na Base. É só falar como se estivesse lá.
¾     Gigante, me chamou?
¾     Sim. Há uma emergência, quer ir pessoalmente ou libero o major Edwardo a comandar a equipe sozinho?
¾     A equipe dele ainda esta crua. Mande ele com a equipe antiga. Estão mais aptos a tomar decisões.
¾     Só temos aqui dona Mirian e o major.
¾     Mandarei Dionizio de volta agora mesmo. O major, Mirian e Dionizio se encarregarão de tudo facilmente. Mande quantos robôs eles quiserem, e de todos os tipos. Mas qual a emergência?
¾     Um navio afundou e precisamos ajudar a resgatar os passageiros e tripulantes. Estão numa área muito gelada.
¾     Então tenho certeza que eles darão conta do recado. Mande médicos junto, para aprenderem nossos métodos. Dionizio já foi.
¾     Em breve ele chega ai. Mantenha-me informado.
¾     Esta certo.  Por que não vem também?
¾     Tenho que conversar com o Coordenador daqui. Mas logo estarei ai. Papai já encontrou o dono da fazenda?
¾     Sim. Eles já estão em negociação.
¾     Ótimo. Logo estarei de volta. Mande Deca voltar para a Terra.
¾     Farei isto. Dionizio já chegou aqui.
¾     Ótimo. Até mais. Não esqueça, me mantenha informado.
¾     Quando volta?
¾     Não sei ainda. Quero conhecer esta base. Avise papai e mamãe para virem aqui quando possível.
¾     Compreendido. O major quer falar-lhe. Espere.
¾     Pode falar major Edwardo.
¾     Daniel. Estamos indo a uma missão. Como o pessoal ainda não esta bem treinado. E como você mesmo recomendou através do Gigante, estarei indo com o Dionizio, a Mirian e alguns médicos. Levarei robôs de combate e técnicos. Também levarei três planadores. Ok.
¾     Leve um planador e uma nave de pequeno porte. Será mais útil.
¾     Beleza. Não sabia se poderia sair com uma nave. Mas a deixarei com Dionizio e Mirian.
¾     Confio que farão um ótimo trabalho. Mesmo que o treino não esteja completo. Mas por serem bombeiros experientes. Se quiser pode levar o capitão Martinez e o tenente Furlan, nisto eles podem ajudar com o que já aprenderam. Serve de teste.
¾     Pode ser. Farei isto. Os mandarei na nave e se precisar deles os ponho em ação.
¾     Estou de acordo. Pode sair.
¾     Até o retorno.
O major saiu da tela e Daniel voltou a falar com o Coordenador do Tibete.
¾     Coordenador. Ainda não tive oportunidade de conversar com um de vocês, fora o Gigante. Diga-me sua potencialidade.
¾     Temos dois mil metros de altura. Sendo mil acima do solo, dentro da montanha. E mil no subsolo. São divididos em 100 andares. De vários níveis de altura, de acordo com o objetivo do nível e dos equipamentos ali instalados.  
¾     E seus recursos técnicos?
¾     São muitos. Tenho fabrica de todos os tipos. Mas a prioridade desta base é o desenvolvimento de tecnologia. Por isso me interessei pelo seu projeto da Base Gigante. Ela é um desenvolvimento tecnológico em si só. Prevejo um salto na escala evolutiva de seu povo através dela.
¾     Ela será algo grande, mas não creio que somente ela possa mudar drasticamente o destino de meu povo. Mas será um avanço.
¾     Mais que um avanço. Será um salto tecnológico. Quero poder ajudar nos detalhes. Posso?
¾     Claro. Direi ao Gigante. Você esta vendo porque não vejo em vocês somente maquinas. Tem vontade própria. Interessam-se.
¾     É, neste ponto você tem razão. Estou começando a entender seu ponto de vista. Analisa-nos pelo nosso potencial e não pela nossa construção.
¾     Sim. Foram construídos. Mas adquiriram consciência e vontade própria. Confio em vocês e em seu julgamento. Senão eu não estaria aqui.
¾     Veremos o que o futuro lhes reserva. Ainda existem coisas que você não conhece.
¾     Como assim?
¾     É fácil controlar a técnica criada por outros mais desenvolvidos. Mas, e criar sua própria tecnologia? Já pensou nisto?
¾     Não. Eu ainda estou pasmo com o que encontrei. Criar algo ainda esta longe do presente. Mas com a ajuda de vocês, não eu, mas a humanidade conseguirá.
¾     Também, creio assim. Mas eu sou o Coordenador que pode abrir seu intelecto para algo mais e maior. Sou o detentor do processo de desenvolvimento artificial.
¾     Não posso crer que seja você o desinibidor mental. Sabia que existia um entre os Coordenadores. Mas não sabia quem era.
¾     Esse sou eu. Tenho a maior Base do planeta Terra. Mas o que tenho de mais importante e precioso é o psicodesinibidor. E tenho também outra preciosidade.
¾     Qual, nada pode ser tão grande e importante?
¾     Tenho em meu poder o restaurador. Com ele posso aumentar em muito o tempo de vida de um ser biológico. Meus criadores não queriam mais viver aqui, longe de sua galáxia natal. E se recusaram a aumentar seu tempo de vida. Na verdade, eles desejavam ser absorvidos pelo Coletor. Já haviam deixado seu legado como presente para teu povo. Um povo que nesta época ainda nem existia, eram ainda seres primitivos.
¾     O restaurador. Ele também esta aqui?
¾     Não. Não esta aqui. Mas é meu. Somente eu sei onde ele esta escondido. Era precioso demais para ficar aqui. Eu o escondi numa base que eu mandei criar no espaço. Vou mandar traze-lo de volta.
¾     Eu agradeço. Um dia posso precisar dele.
¾     Estará a sua disposição. Agora vamos passear pela Base. Eu mesmo lhe servirei de cicerone.
¾     Mas você não é fixo?
¾     Sim. Este modulo é fixo. Mas eu sou a Base inteira. Conectei tudo que existe nela a mim. Controlo cada metro quadrado desta Base. E também tenho um corpo móvel. Ás  vezes ficar sem ter o que fazer tem sua utilidade. Desenvolvi-me em muitos aspectos. Eu posso andar por ai. Se achar algo que posso melhorar. Melhoro. A mobilidade que adquiri me deu muitas vantagens que eu não tinha.
¾     Interessante. Por que o Gigante não faz o mesmo?
¾     Ele pode. Mas no caso dele é mais complicado. Ele tem um modulo químico biológico. Seria como um cérebro humano. Somente assim ele pôde absorver a consciência dos criadores. E ele não pode se desconectar deste modulo adjacente.
¾     Entendo. Então vamos.
De uma parede sai um robô planador. Dirige-se a Daniel.
¾     Vamos. Eu quero usar estes momentos juntos para te conhecer melhor.
¾     Este é você. Que legal. Então, vamos. Quer começar por onde?
¾     Você não tem ideia de onde você esta. Vai se surpreender...
O Coordenador do Tibete era algo de diferente. Surpreendeu a Daniel. Agora Daniel teria muitas outras surpresas. Esta Base não era a mais importante no planeta Terra. Mas era a mais poderosa.
Daniel não passou só um dia nesta base. Passou vários... seus pais e amigos vinham visita-lo nela. Conheceram o Coordenador do Tibete...
Mas antes disto, veremos como foi a atuação do grupo de “Bombeiros de Elite”.
Ao sair da Base da Montanha o major levava consigo Mirian, o capitão Martinez, o tenente Furlan e Dionizio. Também alguns médicos e cirurgiões. Uma equipe nada desprezível.
¾     Por que estamos indo com vocês? Ainda estamos em treino. Não vamos atrapalhar?
¾     Não. Pode confiar. Vocês já sabem manejar os equipamentos. Mas só vão perceber isto na hora de utiliza-los.
¾     Legal. Então já posso pilotar esta nave?
¾     Sim. Mas quem vai pilotar é a Mirian e o Dionizio.
¾     Vocês estarão coordenando os salvamentos. Os robôs localizam os focos de calor e resgatam os feridos. Vocês coordenam a ação. Os robôs de combate podem ajudar em muito. Mas falta-lhes a sensibilidade humana e a pratica profissional de vocês. Também, robôs não sentem dor. Então não podem saber o que os náufragos estão sentindo. Nem os robôs médicos.
¾     Entendemos. Faremos o que estiver ao nosso alcance.
¾     Daremos nosso melhor. Major. Quem diria. Já era um prazer trabalhar contigo antes. Agora então, nem se fala. Poderemos fazer muito mais pelas vidas.
¾     Estaremos sempre a disposição de quem precisar de ajuda.
¾     Chegamos. Vou ver quem esta no comando. Não precisamos mais nos esconder. Permaneçam na nave até eu chamar. Vou descer o planador e descobrir quem esta no comando das equipes de busca.
¾     Certo.
O major desceu seu planador e perguntou a um grupo de resgate que estava reunido.
¾     Quem esta no comando das buscas?
¾     Quem é o senhor?
¾     Sou o major Edwardo. Viemos ajudar.
¾     O comandante esta naquela barraca reunido com os lideres de equipes de busca.
¾     Quem é ele?
¾     Comandante Damasceno. Da 5ª Companhia.
¾     Eu o conheço. Já trabalhamos juntos.
Foi ao local indicado e encontrou seu amigo.
A surpresa do Comandante foi grande.  
¾     Capitão Edwardo. Meu amigo. A quanto tempo.
¾     Ola, amigo. Vim ajudar nos resgates.
¾     A 1ª Companhia foi chamada? Não sabia.
¾     Não. Eu estou no comando de um grupo designado de “Bombeiros de Elite”. Trago equipamentos que poderão ajudar em muito o salvamento dos náufragos.
¾     Não conhecia esta divisão. Mas se é para ajudar. Bem vindos.
¾     Que área eu posso pegar?
¾     Estamos esquadrilhando o perímetro. Pegue a região ao norte de onde estamos no momento.
¾     Então já vou indo. Meu pessoal esta esperando.
¾     Esta de barco?
¾     Não. Com uma pequena nave de resgate.
¾     Nave? Como assim?
¾     Venha ver.
¾     Queremos ver sim.
Os lideres saíram para ver. E viram.
¾     O que é isto?
¾     Estamos prontos para resgatar quantos forem necessário. Temos sensor de calor e infra vermelho. Vamos trabalhar?
¾     Se vamos. Agora estamos equipados.
¾     Comandante. Quer que deixe alguns robôs para ajudar? Eles tem sensor e podem ir a grande profundidade.
¾     Ótimo deixe-os.
¾     Deixarei também um robô medico e o tenente Furlan para direcionar o trabalho dos robôs. E os médicos e cirurgiões.
¾     Tenente Furlan também esta aqui? Aquele malandrão? Espero que tenha aprendido a respeitar seus superiores. Rsrsrsr.
¾     Ele aprendeu. Trabalha comigo.
¾     Já falamos demais ao trabalho.
O major direcionou seu pessoal. Espalhou os robôs e enviou o tenente ao grupo de lideres. As coisas começaram a andar.
Muitos náufragos foram encontrados nos destroços. Muitos tinham se afastado da embarcação. Havia muitos feridos e muitos mortos. Os robôs de combate cortavam o metal retorcido como papel. Os técnicos conseguiam descobrir sobreviventes em lugares menos esperados.
¾     Major. Este pessoal que o senhor trouxe, mudou a situação. Salvamos muito mais vidas do que teríamos conseguido sozinhos. De onde é este equipamento. Vou requisitar para minha companhia?
¾     Este equipamento é privado. Não é da Corporação.
¾     Como assim?
¾     Esta sob minha responsabilidade. Este grupo é privado e voluntario.
¾     Incrível. Mas acredito que logo o governo deve adquirir para as outras Companhias de Bombeiros.  
¾     Espero que sim. Vai facilitar e salvar a vida de muitos dos nossos homens.
¾     Que bom que escolheram o senhor para testar este equipamento.
¾     Tem muito mais coisas que o senhor ainda não viu. Quer subir até a nave?
¾     Se quero? Posso?
¾     Vamos. Suba em meu planador.
¾     Que chique hein. Planador. Quero um também. Kkkkk.
¾     Vai ter. Você verá.
Adentraram a nave e o comandante da 5ª Cia ficou estarrecido ao ver o nível do equipamento.
O major Edwardo lhe revelou que não estava mais no Corpo de Bombeiros. Mas que agora liderava esta equipe não governamental.
¾     Não sei o que dizer, Edwardo. Mas lhe dou total apoio. A Renata esta de acordo?
¾     Ela esta comigo na equipe.
¾     Incrível. Mas ela não é bombeiro.
¾     Não. Mas é medica e teremos o “Hospital da Humanidade”. Será totalmente gratuito. E terá tudo de bom e de melhor. Viveremos para o beneficio da humanidade.
¾     Olha. Quando precisar de mim. É só avisar. Porque quando eu precisar de você, vou chamar, sim. Pode apostar. Você é meu amigo e vai continuar sendo, mesmo fora dos bombeiros.
¾     Conte comigo, capitão.
E assim foi o batismo de fogo do tenente Furlan e do Capitão Martinez.
E na hora da despedida foram saudados como heróis. E também os médicos e cirurgiões.
¾     E ai rapazes? Gostaram do treino pratico?
¾     Se gostamos? Se não fosse por causa dos mortos. Diria que foi maravilhoso. Prontos para a luta.
¾     É. Estamos ai.
E voltaram a Base na Montanha.
Mais uma vitória dos “Bombeiros de Elite”.
E como todos diziam...
¾     Quem serão estes caras?
¾     Este era o capitão Edwardo do Corpo de Bombeiros da Policia Militar, agora é o major Edwardo, de um grupo privado chamado de “Bombeiros de Elite”. E tem muito mais coisas do que bombeiros. Eles terão hospitais, escolas, muito mais.
¾     Quem é o manda chuvas?
¾     Ainda não sei, mas vou descobrir. E quem sabe até me unir a eles...
¾     O senhor? Mas comandante...
¾     Se o capitão Edwardo esta lá, a coisa é para valer.
¾     Entendo.
¾     Vamos para o quartel?
¾     Vamos.












CAPITULO XII

E no quartel...

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